segunda-feira, dezembro 27

  “A História é um grande carro alegre  
   Cheio de um povo contente  
   Que atropela indiferente  
   Todo aquele que a negue.”                                         



                                                             
PABLO MILANÉS / CHICO BUARQUE

segunda-feira, dezembro 20

18 de dezembro

Eita, completei 30 anos no último sábado.


Quer saber como foi? Bem não posso relatar tudo que me aconteceu em 3 décadas de vida, mas posso dizer que este ano foi maravilhoso! Enfrentei muitas dificuldades, e continuo a enfrentar, mas isso faz parte da vida de todos nós, certo?


Sei que de tudo, que me aconteceu, a melhor de todas foi conhecer e poder estar junto de um moço, o melhor do mundo. Ele é o culpado por eu amá-lo, e o melhor deste aniversário, foi poder estar ao lado dele, o considero um dos maiores e melhores presentes na minha vida.


Rodrigo, te amo!


Sobre a morte

  A morte,
  Mesmo quando avisada pega suas vítima de calças curtas... imagine quando não dá avisos. Tenho ouvido a triste notícia de pessoas que morreram com uma certa frequênciaa ultimamente, e lamento profundamente pelas pessoas que perderam seus entes queridos.
  Há muitas explicações em relação ao mistério que é a morte, estas explicações servem para amenizar a dor, os pensamentos inquietantes sobre o destino daqueles que amamos. Desde os tempos antigos pensar a morte era de muita importância, para não falar de plena importância como no caso dos egípcios. Observe que para estes, toda a sua cultura estava envolta no tema MORTE. Quando se fala em egípicios, até mesmo para leigos, a primeira idéia que nos sobe a mente são as pirâmides, que tinham como finalidade abrigar as sepulturas, ou tumbas. Nestas, cada detalhe estava relacionado a vida que o morto teria após a morte, a vida eterna. Para obter esta vida eterna, se fazia de tudo, rituais, feitiços, embalsamamento etc. Basicamente a vida era utilizada para a preparação da sua passagem desta vida para uma outra.




  Os cristãos acreditam na ressurreição para vida eterna em um paraíso, alguns interpretam a bíblia dizendo que esta ressurreição será feita no futuro havendo em seguida um julgamento onde será determinado se a pessoa será destruída ou receberá a dádiva da vida eterna, e que esta vida será num paraíso na Terra. Outros cristãos crêem que a ressurreição é imediata, e que seu destino depende de suas ações em vida, tendo como destino o céu, o purgatório, ou o inferno. Na verdade, a discussão sobre a ressurreição, entre os próprios cristãos é um dilema. O fato é que todos crêem que haverá uma vida eterna junto a Deus, desde que você tenha feito a vontade deste mesmo Deus, e o contrário disto é a morte eterna ou num inferno de fogo*.







Judeus, cristãos, espíritas, todo e qualquer tipo de religião e crença tenta explicar a morte e o pós morte. A verdade é que morte desde os primórdios sempre nos causou perturbação, desalento, sofrimento e tristezas. E cada ser procura se apegar em alguma destas explicações para conseguir caminhar sem o ser perdido na morte, além de tentar lidar com o temor relacionado a própria morte.
Ninguém nunca voltou para nos dizer o que há após a morte, só nos resta decidir no que crer, ou não crer em absolutamente nada.

Nunca perdi um ente querido para a morte, nem sei como seria isso para mim, mas hoje, recebi a notícia da morte da mãe de um colega, isso me fez refletir sobre a morte, e foi por isso que decidi postar algo relacionado ao tema.

Meus pêsames José, lamento a sua dor e de sua familia.


 

* A palavra inferno no seu radical refere-se a sepultura, ou morada dos mortos, seja ela como for. No hebraico Seol, no grego Hades. Portanto, quando se diz inferno de fogo, estamos nos referindo ao modo com o qual a palavra acabou ficando estigmatizada. Quando se fala em inferno, logo lhe vem a mente a ideia de um lugar em chamas constantes, de sofrimento eterno, quando na verdade o termo inferno na sua essência não tem absolutamente nada a ver com o sentido atribuído, logo, podemos concluir que desde o primeiro homem até o último, todos fomos e vamos para o inferno, tendo por lógica que todos um dia morreremos.




                                                                         Sorry...


Fotorreportagem - Mulheres de Coca, Mulheres de Pedra



Brasil de Fato

quinta-feira, dezembro 9

Sítio do pica-pau amarelo

 

O sítio pós-moderno de Lobato



Misturando os mais saborosos ingredientes da cultura universal, a galera do Sítio ensinou-nos que, para viajar no tempo e no espaço, carece apenas de liberar o imaginário
03/12/2010

Luiz Ricardo Leitão

Muita gente boa já se pronunciou sobre o episódio, mas este cronista também se julga no direito de meter sua colher no tacho da saudosa Tia Nastácia, depois que o Conselho Nacional de Educação emitiu seu parecer sobre as inúmeras passagens repletas de “preconceitos, estereótipos ou doutrinações” nas páginas do clássico Caçadas de Pedrinho, que o genial Monteiro Lobato publicou em 1933. Não pretendo aqui arguir as intenções do CNE em zelar por uma formação “politicamente correta” dos nossos infantes... Limito-me apenas a consignar o quanto de hipocrisia avulta na notícia: afinal de contas, a julgar pelo que (não) se aprende nos bancos escolares, a turma do Sítio do pica-pau amarelo nunca foi ou será um entrave à educação no Brasil.
Se os ilustres conselheiros olvidassem o Olimpo da retórica e aterrissassem nas salas de aula de Bruzundanga, suas preocupações, decerto, seriam bem mais elementares. Primeiro, conviria enfrentar o óbvio: por que nossas crianças não leem nem um livro por bimestre na maioria das escolas brasileiras? Aliás, há outro mote ainda mais incômodo: por que tantos alunos das redes estaduais de ensino ainda permanecem meses sem aulas de Português (e várias outras disciplinas!), literalmente bestando em sala ou zanzando sem ter o que fazer nos tristes pátios escolares, como ocorre em São Paulo (sob o governo dos cultos tucanos) em pleno 2010?
Não seria tampouco inconveniente indagar se, com seus parcos salários, nossos professores, exaustos de tanto trabalhar, ainda têm tempo de ler algum livro ou jornal. Por isso, suspeito que o CNE esteja a promover um maremoto no deserto... De resto, torço para que o tsunami de Brasília logo se converta em inofensiva marola; do contrário, se prevalecer a recomendação oficial de que entrem no índex (!) “todas as obras literárias que se encontrem em situação semelhante”, em breve já não será possível ler boa parte dos clássicos das letras universais.
De fato, sequer a Bíblia Sagrada (com suas violentas querelas familiares, episódios de explícita 'submissão da mulher e cenas impróprias para menores, de que Sodoma e Gomorra são apenas um leve aperitivo) passaria pelo crivo severo do Conselho. E o que dizer dos “contos da carochinha”, em que lobos assanhadíssimos devoram indefesas vovozinhas? Durante muito tempo não faltaram educadores a considerá-los “cruéis” ou “irreais”, ignorando que as narrativas de encantamento são a fórmula com a qual a criança aprende a lidar com um mundo real e imerso em ambivalências, em que se mesclam, sem o menor pudor, amor, bondade, destruição e selvageria.
Quanto a Lobato, deixemos o criador do Jeca Tatu em paz. A crítica tachou-o de “anacrônico” ou “antimoderno”, por fixar-se no caboclo ingênuo e desvalido da roça, sem perceber que o Jeca, conforme anotou Wilson Martins, era o primeiro “antimito do nacionalismo baboso”, um símbolo daquela literatura desmistificante, mas nacionalista, que passaria à história com o nome de Modernismo. É claro que ele não exibia a lucidez política do fiel amigo Lima Barreto, que, em resenha a Urupês, não se contentou em denunciar o atraso das relações sociais no campo, diagnosticando com rara argúcia a questão espacial no país: “O problema é de natureza econômica e social. Precisamos combater o regime capitalista na agricultura, dividir a propriedade agrícola, dar a propriedade da terra ao que efetivamente cava a terra e planta e não ao doutor vagabundo e parasita, que vive na “Casa Grande” ou no Rio ou em São Paulo.”
Emília e sua turma, por sua vez, também merecem respeito. Misturando os mais saborosos ingredientes da cultura universal (desde a reinvenção de Júlio Verne e sua viagem à Lua, até a recriação da mitologia grega), a galera do Sítio ensinou-nos que, para viajar no tempo e no espaço, carece apenas de liberar o imaginário com o pó de pirlimpimpim, um produto mágico daquela boneca de pano que a negra Nastácia pôs no mundo. Já hoje, nos sítios pós-modernos da sociedade capitalista de consumo, onde não se cultiva a imaginação, nem a utopia, qual será a ‘viagem’ que os pós da nova era propiciam?

Luiz Ricardo Leitão é escritor e professor adjunto da UERJ. Doutor em Estudos Literários pela Universidade de La Habana, é autor de O campo e a cidade na literatura brasileira e Lima Barreto: o rebelde imprescindível.


 Monteiro Lobato   

Extraído do jornal Brasil de Fato, no dia 09/12/2010

Foulks

Foulks
Foulks, sempre de bom humor esbanjando sorrisos. Sabe-se lá o motivo, mas ele tem paixão por morangos ao chocolate (não deveria ser queijo? enfim...)

Joe

Joe
Joe, vai ao delírio por paçocas! É muito dorminhoco, mas seu pior crime é literalmente saquear os queijos da geladeira em plena madrugada.

Fly

Fly
Fly, muito tímido, mas depois que faz amizade é para sempre. Acorda cedo, sempre com muita disposição, costuma dedicar-se a finco em suas atividades musicais.

Bob e Bilan

Bob e Bilan
Bob e Bilan, esses dois andam tão juntos que alguém acaba pensando que são gêmeos siamêses. Se dão muito bem, mas não passa um dia sequer que ambos não tenham uma discussão. Com o tamanho da amizade logo resolvem e fica tudo em paz.

Demetrius

Demetrius
Demetrius, muito falante, porém, bastante observador. Adora levar um pedaçinho de queijo para cama, dorme comendo pedaçinho por pedaçinho.

Dherick

Dherick
Dherick, sujeito de poucos amigos pelo fato de aparentar ser carrancudo. Não é de muita conversa, gosta de ser reservado. Não passa um dia sequer sem ler o jornal.

Jacks

Jacks
Jacks, este é o "Sr Certinho", perfeccionista, não aceita uma nota sequer no momento ou tom errado. Costuma dormir muito tarde só para ficar deitado na varanda contemplando o céu.

Manfred

Manfred
Manfred, meio desajeitado, mas bom sujeito, dócil e afável, sujeito que todos querem por perto.