Meu pai costumava contar que quando ele era um garotinho, frequentemente sonhava que estava voando e repentinamente despencava, num susto alucinado acordava. Era então, acometido por duas fortes sensações: o prazer de planar como um pássaro livre, céu afora, em seguida a sensação sombria do medo. Papai não se recorda ao certo em que idade parou de ter estes sonhos, mas lamenta que as noites não mais os produziram no solo fértil de sua mente em repouso.
Curiosamente, eu também tinha um sonho similar. Mas não revelava para ninguém, como qualquer criança distraída, eu simplesmente aproveitava este sonho. Um penhasco sobre um vale. Tudo num tom rosado, como que num fim de tarde. Eu sentada num alasão de asas. Eu ingenuamente, não sabia que cavalo com asas é mais popular na Grécia Antiga como o famoso Pégasus! E diferente do sonho do meu pai, eu me deleitava sentada sobre aquele poderoso animal. Viajava nele sobre aquele vale suavemente... mas acordava com um sentimento devastador de perda irreparável. A realidade ao acordar era infinitamente diferente, mas o sonho me dava por instantes uma falsa esperança de felicidade e paz. Como meu pai, eu também não me recordo em que idade esse sonho me abandonou, mas lamento tanto! Que pena...
Hoje, sendo uma mulher, eu me vejo muitas vezes ilhada de problemas, dificuldades, tristezas reservadas carinhosamente pela vida, e me vejo perplexa, como que sem saída. E muitas vezes, diante de tal perplexidade, eu me deito, fecho os olhos em silêncio, e sento nas costas do meu Pégasus, e imploro para que ele me leve para planar suavemente num vale rosado, com ar de tristeza, mas contraditóriamente regado de tranquilidade. E vivo assim, um dia de cada vez... para assim, não abandonar a vida.
quarta-feira, agosto 25
segunda-feira, agosto 16
Amor...
Rio para eu me banhar em amor
Oásis em um mundo turbulento e cinza
Deleitável pele, me provoca, tez tentadora!
Recorrente ao meu pensamento em cada tempo
Indubitavelmente verdadeiro, ausente ao engano, a falsidade
Gruta, na qual me recolho em anseio por paz
Ouro reluzente, destacado em meio a tantos metais sem importância, sem valor
Oásis em um mundo turbulento e cinza
Deleitável pele, me provoca, tez tentadora!
Recorrente ao meu pensamento em cada tempo
Indubitavelmente verdadeiro, ausente ao engano, a falsidade
Gruta, na qual me recolho em anseio por paz
Ouro reluzente, destacado em meio a tantos metais sem importância, sem valor
quinta-feira, agosto 5
Transformações
Tudo se transforma. O que não significa que as coisas melhoram. A transformação se dá sem avisar para qual rumo está seguindo. Se será bom ou não, cabe a quem está assistindo ou envolvido na transformação.
Não me sinto feliz diante de algumas transformações. Sabe qual o meu motivo? Me sentir impotente diante de tais! Confesso que ficar perplexa não me ajuda em nada, ao contrário disso, me faz inerte, ou diria até que me faz indolente! Nunca fui de ser público, sempre escolhi atuar.
Se tudo se transforma, o melhor então, presumo, seja usar as percepções em mim marcadas, usando-as para saber como agir, como seguir o curso deste fluxo mutante, sem perder o "fio da meada".
Haja "jogo de cintura"! Mais uma vez, farei uso de letras bem compostas para me expressar, "O que é, o que é?", de Gonzaguinha:
"...E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
E a vida!
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...
Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...
Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...
Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...
Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...
E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita..."
Se alguém me perguntasse hoje, qual é meu pensamento do dia, eu diria:
Espere pouco das pessoas e da vida, assim você ficará contente com o que vem, seja pouco ou muito, ou nada. Diz um trecho da bíblia: a expectativa adiada adoeçe o coração.
Se não espera, logo, não sofre!
Não me sinto feliz diante de algumas transformações. Sabe qual o meu motivo? Me sentir impotente diante de tais! Confesso que ficar perplexa não me ajuda em nada, ao contrário disso, me faz inerte, ou diria até que me faz indolente! Nunca fui de ser público, sempre escolhi atuar.
Se tudo se transforma, o melhor então, presumo, seja usar as percepções em mim marcadas, usando-as para saber como agir, como seguir o curso deste fluxo mutante, sem perder o "fio da meada".
Haja "jogo de cintura"! Mais uma vez, farei uso de letras bem compostas para me expressar, "O que é, o que é?", de Gonzaguinha:
"...E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
E a vida!
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...
Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...
Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...
Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...
Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...
E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita..."
Se alguém me perguntasse hoje, qual é meu pensamento do dia, eu diria:
Espere pouco das pessoas e da vida, assim você ficará contente com o que vem, seja pouco ou muito, ou nada. Diz um trecho da bíblia: a expectativa adiada adoeçe o coração.
Se não espera, logo, não sofre!
Ah Chico...
Hoje eu acordei respirando "Chico". Qual Chico? Bento? Tripa? Beltrano? Não, Chico Buarque. Já ouvi muitas pessoas falarem que todas mulheres amam Chico. Evidentemente! Estamos falando de um ser intelectualmente acima da média, de uma extrema compreensão do mundo, visão clara sobre qualquer assunto, de alma límpida, enfim, quantos são os atributos de Chico? Inúmeros! Não me cabe narrar aqui...
Mas o fato é que para cada momento que vivo em minha vida eu sempre encontro uma letra composta por ele, na qual consigo fazer uma leitura do meu interior.
Mas o fato é que para cada momento que vivo em minha vida eu sempre encontro uma letra composta por ele, na qual consigo fazer uma leitura do meu interior.
Gente humilde - Chico Buarque
Em um momento, eu lá, noutro, aqui...
Bem poetizou isso melodiosamente, nosso espetacular contemporâneo Chico Buarque:
"Tem certos dias em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Como um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a como, quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem
Vindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar
São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar..."
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Foulks
Foulks, sempre de bom humor esbanjando sorrisos. Sabe-se lá o motivo, mas ele tem paixão por morangos ao chocolate (não deveria ser queijo? enfim...)
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Joe, vai ao delírio por paçocas! É muito dorminhoco, mas seu pior crime é literalmente saquear os queijos da geladeira em plena madrugada.
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Fly, muito tímido, mas depois que faz amizade é para sempre. Acorda cedo, sempre com muita disposição, costuma dedicar-se a finco em suas atividades musicais.
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Bob e Bilan, esses dois andam tão juntos que alguém acaba pensando que são gêmeos siamêses. Se dão muito bem, mas não passa um dia sequer que ambos não tenham uma discussão. Com o tamanho da amizade logo resolvem e fica tudo em paz.
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Demetrius, muito falante, porém, bastante observador. Adora levar um pedaçinho de queijo para cama, dorme comendo pedaçinho por pedaçinho.
Dherick
Dherick, sujeito de poucos amigos pelo fato de aparentar ser carrancudo. Não é de muita conversa, gosta de ser reservado. Não passa um dia sequer sem ler o jornal.
Jacks
Jacks, este é o "Sr Certinho", perfeccionista, não aceita uma nota sequer no momento ou tom errado. Costuma dormir muito tarde só para ficar deitado na varanda contemplando o céu.
Manfred
Manfred, meio desajeitado, mas bom sujeito, dócil e afável, sujeito que todos querem por perto.



