sexta-feira, julho 23
A contradição de sermos humanos
A mente borbulha, fermenta...
Uma juventude inteira dedicada a um estilo de vida. No qual se há uma absoluta certeza que está fazendo da melhor maneira. Após pouco mais de uma década perceber que aquilo tudo não passou de um falso alicerce. Uma estrutura frágil se dissolvendo diante dos olhos. Ao sair do abismo a duras penas, sentir-se sem um norte, e projetar sobre uma filosofia política tudo aquilo que um dia se sonhou. Porém, após um longo tempo, mais uma vez, tristemente se dar conta que este também é composto por um falso alicerce, e começar a vê-lo dissolver-se diante dos olhos.
Encontrar um norte para se agarrar, para alguns é imprescindível. Mas parece que esta busca não leva a lugar algum. Provoca uma ânsia, um temor, uma inquietude pelo futuro. Daí se pega pensando: "Melhor é viver somente o dia de hoje, como saberei do amanhã?"
No conto intitulado “A Igreja do Diabo”, Machado de Assis nos apresenta o relato da vez em que o Diabo resolveu fundar a sua própria igreja, julgando ser essa a alternativa mais eficaz para destruir de vez as diversas religiões; queria esvaziar os céus e obter a vitória final e o triunfo completo, imperando entre os homens. Foi então aos céus declarar os seus novos planos e, animado pelo novo desafio que travava com Deus, tratou logo de disseminar a sua doutrina. Com a sua retórica eloqüente, o Diabo foi aos poucos convencendo as pessoas que, entusiasmadas, passavam a “amar as coisas perversas e detestar as sãs”. A doutrina do anjo renegado era simples: a avareza, a soberba, a gula, a ira, a luxúria, a preguiça são as nossas virtudes naturais e legítimas; assim, era preciso uma reformulação das estruturas valorativas, abandonando a prática das velhas virtudes sociais e exercitando as novas virtudes. E, conforme o Diabo havia planejado, aos poucos a doutrina de sua igreja espalhou-se pelo globo, e tornou-se, com o tempo, a nova ordem no mundo. Após longos anos, porém, o Diabo notou que muitos dos seus fiéis praticavam, às escondidas, as virtudes antigas; viu avarentos dando esmolas, ladrões que devolviam o que roubavam...a traição dos fiéis enfureceu o Diabo, que correu aos céus para saber qual era o motivo de tão assombroso fenômeno. E Deus, com naturalidade, lhe respondeu que isso se devia a eterna contradição humana.
Nosso constante processo de transformação, deve ser em resultado desta busca... que cria em nós esta contradição. Buscamos respostas, explicações, entendimentos... O que podemos e estamos lamentavelmente limitados e condicionados, é obter conhecimentos e informações, e à partir destes montar, cimentar o mosaico do modo que aparentemente faz mais sentido, a forma que tem mais coesão.
Oscilamos entre vários caminhos em busca do entendimento e compreensão do mundo, do Universo... é complexo e perturbador encontrar as respostas.
Dia 09 de julho
Assim como qualquer outra data, nove de julho tem os seus significados. Podemos mencionar que em 9 de julho de 1932, rebentou uma revolução paulista. Dia da Revolução Constitucionalista. Foi o movimento armado mais importante no país no século XX e de grande importância para a história de São Paulo, senão plenamente importante, devido ao seu papel de contestação ao governo Vargas. O Movimento teve o mérito de contestar o governo provisório, centralizador e autoritário, que dominava o país, embora, cheio de fendas, assim como qualquer outro movimento.
Citei acima um exemplo da importância da data 09 de julho, históricamente falando. Mas evidentemente, neste mesmo dia, miríades de coisas aconteceram em cada canto deste nosso planeta Terra, e fora dele também, embora nossa dimensão de tempo, seja profundamente limitada.
No dia 09 de julho de 1980, veio a falecer o carioca mais apaixonado, mais romântico, Vinícius de Moraes, com a idade de 66 anos. Neste mesmo dia, quantos corações de luto por perder um ente querido, seja ele um pai, um filho ou filha, um amor, seja como for, lembrar o 09 de julho para alguns, pode ser o mesmo que cutucar uma ferida.
Por outro lado, em 09 de julho, muitos bebês vieram para marcar presença de maneira incomparável. É o caso de Ronald Belford Scott, ou o famoso Bon Scott, vocalista e compositor da banda AC/DC. Scott nasceu em 09 de julho de 1946. Imagine quantas mamães emocionadas receberam seus bebês num dia 09 de julho!
Crimes, nascimentos, funerais, comemorações, lamentos, corrupções, términos, começos, promessas, consertos, dívidas, risos, aquisições, prejuízos etc, tudo no dia de 09 de julho.
Enquanto uma multiplicidade de eventos, se marcam na data de 09 de julho, alguns simplesmente se ocupam nele, entregando-se a loucura de amar, se apaixonar, correndo riscos absurdos por puro amor, marcado por encontros entre multidões em estações férreas, com olhos brilhantes, alguns expostos, outros sob as lentes escuras de óculos, sorrisos soltos, palavras flutuantes... Para estes o 09 de julho será imortalizado, com um significado indescrítivel!
Citei acima um exemplo da importância da data 09 de julho, históricamente falando. Mas evidentemente, neste mesmo dia, miríades de coisas aconteceram em cada canto deste nosso planeta Terra, e fora dele também, embora nossa dimensão de tempo, seja profundamente limitada.
No dia 09 de julho de 1980, veio a falecer o carioca mais apaixonado, mais romântico, Vinícius de Moraes, com a idade de 66 anos. Neste mesmo dia, quantos corações de luto por perder um ente querido, seja ele um pai, um filho ou filha, um amor, seja como for, lembrar o 09 de julho para alguns, pode ser o mesmo que cutucar uma ferida.
Por outro lado, em 09 de julho, muitos bebês vieram para marcar presença de maneira incomparável. É o caso de Ronald Belford Scott, ou o famoso Bon Scott, vocalista e compositor da banda AC/DC. Scott nasceu em 09 de julho de 1946. Imagine quantas mamães emocionadas receberam seus bebês num dia 09 de julho!
Crimes, nascimentos, funerais, comemorações, lamentos, corrupções, términos, começos, promessas, consertos, dívidas, risos, aquisições, prejuízos etc, tudo no dia de 09 de julho.
Enquanto uma multiplicidade de eventos, se marcam na data de 09 de julho, alguns simplesmente se ocupam nele, entregando-se a loucura de amar, se apaixonar, correndo riscos absurdos por puro amor, marcado por encontros entre multidões em estações férreas, com olhos brilhantes, alguns expostos, outros sob as lentes escuras de óculos, sorrisos soltos, palavras flutuantes... Para estes o 09 de julho será imortalizado, com um significado indescrítivel!
A infinitude reservada pelo amor...
segunda-feira, julho 19
segunda-feira, julho 12
Tentativa simplória de falar sobre Materialismo Histórico
Materialismo Histórico é o método dialético que para se efetivar, utiliza-se fundamentalmente da pesquisa empírica, da reconstrução objetiva do real, da observação do concreto de modo que possa explicar os fenômenos.
O FENÔMENO é a transformação provocada pelo próprio homem. A citar diretamente a relação entre o homem e a natureza. O homem produz atividadede de subsistência, para tal recorre a natureza, satisfazendo suas necessidades. Por meio desta mesma atividade ele transforma as suas condições de vida, modifica diretamente as relações entre si e sua relação com a própria natureza, transformando-a.
Esta extração de recursos naturais e os meios para a sua produção levam à MERCADORIA, que tem valor de troca, partindo deste ponto, surge a relação ECONOMICO-SOCIAL.
O homem organiza-se para sobreviver de forma coletiva, as relações existentes entre si estão diretamente ligadas a economia. Quando se fala em economia neste contexto, não se refere a taxas, aplicações etc, mas refere-se diretamente a forma de subsistência criada pelo homem e as consequências desta dialética. Para entender todo este processo é necessário o despertar de uma consciência histórica, estar fora da alienação, que é a perda da capacidade de compreensão de todo o desenrolar do processo, Marx propõe para tal a ABSTRAÇÃO. Esta é a observação do concreto (dialético, sendo assim, em constante transformação) e a inter-relação com ele, de modo a compreendê-la na sua totalidade.
O MATERIALISMO HISTÓRICO é impreterível para conhecimento, entendimento e compreensão dos fenômenos
_________________________________________________________
Uma observação sobre a dialética:
Hegel, filósofo prussiano, em nítido contraste com August Comte, pai da Sociologia, define bem a forma de funcionamento da sociedade, ao explicitar detalhadamente a dialética, que consiste na afirmação, negação da afirmação e daí uma nova afirmação, ou a chamada síntese. O desenrolar do processo histórico, de acordo com a filosofia hegeliana, acontece à partir da cisão, a ruptura, quando algo tem uma aparência e quando sofre a ruptura, traz a superfície sua real essência
_________________________________________________________
Por enquanto, esta é minha mais singela consideração sobre o assunto... a idéia é criar uma discussão com o leitor
O FENÔMENO é a transformação provocada pelo próprio homem. A citar diretamente a relação entre o homem e a natureza. O homem produz atividadede de subsistência, para tal recorre a natureza, satisfazendo suas necessidades. Por meio desta mesma atividade ele transforma as suas condições de vida, modifica diretamente as relações entre si e sua relação com a própria natureza, transformando-a.
Esta extração de recursos naturais e os meios para a sua produção levam à MERCADORIA, que tem valor de troca, partindo deste ponto, surge a relação ECONOMICO-SOCIAL.
O homem organiza-se para sobreviver de forma coletiva, as relações existentes entre si estão diretamente ligadas a economia. Quando se fala em economia neste contexto, não se refere a taxas, aplicações etc, mas refere-se diretamente a forma de subsistência criada pelo homem e as consequências desta dialética. Para entender todo este processo é necessário o despertar de uma consciência histórica, estar fora da alienação, que é a perda da capacidade de compreensão de todo o desenrolar do processo, Marx propõe para tal a ABSTRAÇÃO. Esta é a observação do concreto (dialético, sendo assim, em constante transformação) e a inter-relação com ele, de modo a compreendê-la na sua totalidade.
O MATERIALISMO HISTÓRICO é impreterível para conhecimento, entendimento e compreensão dos fenômenos
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Uma observação sobre a dialética:
Hegel, filósofo prussiano, em nítido contraste com August Comte, pai da Sociologia, define bem a forma de funcionamento da sociedade, ao explicitar detalhadamente a dialética, que consiste na afirmação, negação da afirmação e daí uma nova afirmação, ou a chamada síntese. O desenrolar do processo histórico, de acordo com a filosofia hegeliana, acontece à partir da cisão, a ruptura, quando algo tem uma aparência e quando sofre a ruptura, traz a superfície sua real essência
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Por enquanto, esta é minha mais singela consideração sobre o assunto... a idéia é criar uma discussão com o leitor
quinta-feira, julho 8
O verbo no infinito - Vinícius de Moraes
Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar
Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.
E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito
E esquecer de tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito...
(Para viver um grande amor - Crônicas e Poemas - Coleção)
Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar
Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.
E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito
E esquecer de tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito...
(Para viver um grande amor - Crônicas e Poemas - Coleção)
quarta-feira, julho 7
M&M
Três vezes "S". A repetição é mãe da retenção, já diria minha avó, sempre muito repetitiva!
Três vezes "S": Sonho Impossível, Sinal Fechado e Sem Fantasia.
Um rapaz de doces modos, diz para uma garota, que ele passou cada minuto da sua manhã escutando três canções. E que essas três canções somadas, montam um ideal romântico vivido nos sonhos dele, pede que ela compartilhe disso com ele.
Ela considerou que os seus sonhos eram o ingresso para entrar na órbita do rapaz de doces modos. E apesar de ser contida, ponderada, fixa na realidade, sentiu-se tentada a tirar por algum tempo seus pés do chão e embarcar nesta jornada.
Nas frases e sons de cada uma das melodias eles entraram, como que num mundo afastado de uma realidade feia daquele mundo anterior que deixaram para trás;
Quando ela pensava em toda a sua longa jornada até esse sublime momento, ela sussurava: Ah, eu quero te dizer que o instante de te ver custou tanto penar! De tanto te esperar, eu quero te contar das chuvas que apanhei, das noites que varei no escuro a te buscar!
Ao que responde docemente o rapaz: pois é, minha cara, eu também, venho de um trajeto nada fácil. Já sem esperanças, andava a pensar: quantas guerras terei que vencer por um pouco de paz, e amanhã se esse chão que eu beijei for meu leito e perdão vou saber que valeu. Delirar e morrer de paixão.
Apesar da falta de esperanças eu acreditei no seguinte: seja lá como for, vai ter fim a infinita aflição. E o mundo vai ver uma flor brotar do impossível chão.
E a moça reflete baixinho: você acreditou no sonho impossível...
E ele sem medo de admitir seus sentimentos afetuosos, confessou: sim, eu quero te mostrar as marcas que ganhei nas lutas contra o rei; nas discussões com Deus. E agora que cheguei eu quero a recompensa, eu quero a prenda imensa dos carinhos teus!
A moça, mais que ansiosa, apressa-se em dizer-lhe: e pensar que outrora, ambos nos esbarramos por aí, indo para o mesmo lugar, trilhando percursos diferentes, e nosso breve diálogo foi:
– Olá! Como vai?
– Eu vou indo. E você, tudo bem?
– Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar meu lugar no futuro... E você?
– Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono tranqüilo... Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é, quanto tempo!
– Me perdoe a pressa - é a alma dos nossos negócios!
– Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
– Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí!
– Pra semana, prometo, talvez nos vejamos...Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é...quanto tempo!
– Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das ruas...
– Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
– Por favor, telefone - Eu preciso beber alguma coisa, rapidamente...
– Pra semana...
– O sinal...
– Eu procuro você...
– Vai abrir, vai abrir...
– Eu prometo, não esqueço, não esqueço...
– Por favor, não esqueça, não esqueça...
– Adeus!
– Adeus!
– Adeus!
E cá estamos nós, entrelaçados em sentimentos cutâneos, delicados, benévolos...
E ela deita seus pensamentos no travesseiro e diz a si mesma: que coisa boa é se apaixonar! E dorme ao som da melodia que soa: nada vai permanecer no estado em que está, eu só penso em ver você, eu só quero te encontrar. E eu pensando em ter você pelo tempo que durar... (Marisa Monte - Pelo tempo que durar)
E ele? Ah este bom moço, transborda paixão! Cativa e é cativado!
Benditos sejam os três "S"!
Três vezes "S": Sonho Impossível, Sinal Fechado e Sem Fantasia.
Um rapaz de doces modos, diz para uma garota, que ele passou cada minuto da sua manhã escutando três canções. E que essas três canções somadas, montam um ideal romântico vivido nos sonhos dele, pede que ela compartilhe disso com ele.
Ela considerou que os seus sonhos eram o ingresso para entrar na órbita do rapaz de doces modos. E apesar de ser contida, ponderada, fixa na realidade, sentiu-se tentada a tirar por algum tempo seus pés do chão e embarcar nesta jornada.
Nas frases e sons de cada uma das melodias eles entraram, como que num mundo afastado de uma realidade feia daquele mundo anterior que deixaram para trás;
Quando ela pensava em toda a sua longa jornada até esse sublime momento, ela sussurava: Ah, eu quero te dizer que o instante de te ver custou tanto penar! De tanto te esperar, eu quero te contar das chuvas que apanhei, das noites que varei no escuro a te buscar!
Ao que responde docemente o rapaz: pois é, minha cara, eu também, venho de um trajeto nada fácil. Já sem esperanças, andava a pensar: quantas guerras terei que vencer por um pouco de paz, e amanhã se esse chão que eu beijei for meu leito e perdão vou saber que valeu. Delirar e morrer de paixão.
Apesar da falta de esperanças eu acreditei no seguinte: seja lá como for, vai ter fim a infinita aflição. E o mundo vai ver uma flor brotar do impossível chão.
E a moça reflete baixinho: você acreditou no sonho impossível...
E ele sem medo de admitir seus sentimentos afetuosos, confessou: sim, eu quero te mostrar as marcas que ganhei nas lutas contra o rei; nas discussões com Deus. E agora que cheguei eu quero a recompensa, eu quero a prenda imensa dos carinhos teus!
A moça, mais que ansiosa, apressa-se em dizer-lhe: e pensar que outrora, ambos nos esbarramos por aí, indo para o mesmo lugar, trilhando percursos diferentes, e nosso breve diálogo foi:
– Olá! Como vai?
– Eu vou indo. E você, tudo bem?
– Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar meu lugar no futuro... E você?
– Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono tranqüilo... Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é, quanto tempo!
– Me perdoe a pressa - é a alma dos nossos negócios!
– Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
– Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí!
– Pra semana, prometo, talvez nos vejamos...Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é...quanto tempo!
– Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das ruas...
– Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
– Por favor, telefone - Eu preciso beber alguma coisa, rapidamente...
– Pra semana...
– O sinal...
– Eu procuro você...
– Vai abrir, vai abrir...
– Eu prometo, não esqueço, não esqueço...
– Por favor, não esqueça, não esqueça...
– Adeus!
– Adeus!
– Adeus!
E cá estamos nós, entrelaçados em sentimentos cutâneos, delicados, benévolos...
E ela deita seus pensamentos no travesseiro e diz a si mesma: que coisa boa é se apaixonar! E dorme ao som da melodia que soa: nada vai permanecer no estado em que está, eu só penso em ver você, eu só quero te encontrar. E eu pensando em ter você pelo tempo que durar... (Marisa Monte - Pelo tempo que durar)
E ele? Ah este bom moço, transborda paixão! Cativa e é cativado!
Benditos sejam os três "S"!
domingo, julho 4
Minhas Divagações,
Meus Delírios
Me Declaram
Denunciam meus Devaneios
Delirantes
Juízo Delgado
Devagar, Desagregado!
Delineando o Descompasso...
________________________________________
Em profundo respeito a opinião ponderada do meu leitor Massini, eu retirei o nome do texto. Para quem não leu antes, eu havia entitulado ele com "D..."
Considerei muito válida a sua observação Massini, ao ponto de aceitar a excelente observação feita e alterar.
Meus Delírios
Me Declaram
Denunciam meus Devaneios
Delirantes
Juízo Delgado
Devagar, Desagregado!
Delineando o Descompasso...
________________________________________
Em profundo respeito a opinião ponderada do meu leitor Massini, eu retirei o nome do texto. Para quem não leu antes, eu havia entitulado ele com "D..."
Considerei muito válida a sua observação Massini, ao ponto de aceitar a excelente observação feita e alterar.
sábado, julho 3
Saudade machuca
Saudade é um sentimento bom quando se sabe que vai acabar. Mas quando você olha pelo telescópio, pela lupa, pelo binóculo, por tudo que pode para aumentar a sua visão, e mesmo assim não encherga nenhum sinal de aproximação do ser que lhe causa a tortura da saudade é devastador; e pensar que o ser causador desta angústia nem sequer sabe que ela existe. Mas será que se soubesse faria diferença significativa? Não, não... creio que não.
Tem saudade boa de sentir sim, eu sei, mas não essa. Tem saudade que estraçalha nossa carne. E cada dia que você pensa que há possibilidade de cicatriz, ela rasga ainda mais sua pele, se aprofunda na sua carne, sobrevive do sangue que derrama e a tal cicatriz nunca acontece. Uma culpa ronda meus pensamentos, eu deveria providenciar um meio para que isso me deixasse, mas não sei como fazer isso... um vestígio de esperança me atordoa, maldita esperança!
Gosto das palavras de Clarice Lispector ao definir saudade: Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco, quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.
Sei lá, que coisa não? Em um sábado frio, eu queimando de febre e postando este desabafo aqui... que droga! Amanhã de manhã se eu ler isso, vou culpar a febre, trate de fazer o mesmo!
Se nada mais der certo
Estava eu a vagabundar dentro de casa, coisa típica de quem está de férias, quando as 17:30 hs minha amiga me liga dizendo, toda esbaforida, que eu fosse rápido até o local que ela estava, para assistirmos um filme gratuito, numa unidade do Sesc. Eu desesperada, corro para tomar um banho e trocar de roupa, cheguei bem em cima do horário... ufa deu tempo.
E como fiquei satisfeita por ter ido. O filme foi numa sala fria, com cadeiras comuns de plástico, numa sala pequena, com poucas pessoas. Mas deve ter sido uma das melhores sessões de cinema que já vi! Absolutamente!
O filme foi: Se nada mais der certo, de José Eduardo Belmonte, o protagonista é Cauã Reymond.
O filme mostra a forma como a sociedade no seu contexto atual, pragmática, sufoca, maltrata, esmaga cada sujeito nela incerido. O proceder, conduta, ação de cada um no desenrolar do filme, revela como o indivíduo é de fato moldado pela realidade que vive, pelo meio do qual faz parte... e que nesta ótica, não há pragmatismo que sobreviva!
Pessoas abandonadas pelo sistema, ao léo, num momento individualistas em outro, extremamente carentes e entregues aos seus laços afetivos, dedicados com afinco um ao outro. Sendo assim, o filme é de uma visão totalmente social.
Muitas frases com sacadas geniais, mas a que mais me fez pensar foi a seguinte: por não assumir riscos, viciamos no depois.
Excelente fotografia, trilha sonora, produção e elenco. Recomendo para todos!
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Foulks
Foulks, sempre de bom humor esbanjando sorrisos. Sabe-se lá o motivo, mas ele tem paixão por morangos ao chocolate (não deveria ser queijo? enfim...)
Joe
Joe, vai ao delírio por paçocas! É muito dorminhoco, mas seu pior crime é literalmente saquear os queijos da geladeira em plena madrugada.
Fly
Fly, muito tímido, mas depois que faz amizade é para sempre. Acorda cedo, sempre com muita disposição, costuma dedicar-se a finco em suas atividades musicais.
Bob e Bilan
Bob e Bilan, esses dois andam tão juntos que alguém acaba pensando que são gêmeos siamêses. Se dão muito bem, mas não passa um dia sequer que ambos não tenham uma discussão. Com o tamanho da amizade logo resolvem e fica tudo em paz.
Demetrius
Demetrius, muito falante, porém, bastante observador. Adora levar um pedaçinho de queijo para cama, dorme comendo pedaçinho por pedaçinho.
Dherick
Dherick, sujeito de poucos amigos pelo fato de aparentar ser carrancudo. Não é de muita conversa, gosta de ser reservado. Não passa um dia sequer sem ler o jornal.
Jacks
Jacks, este é o "Sr Certinho", perfeccionista, não aceita uma nota sequer no momento ou tom errado. Costuma dormir muito tarde só para ficar deitado na varanda contemplando o céu.
Manfred
Manfred, meio desajeitado, mas bom sujeito, dócil e afável, sujeito que todos querem por perto.








