segunda-feira, dezembro 27

  “A História é um grande carro alegre  
   Cheio de um povo contente  
   Que atropela indiferente  
   Todo aquele que a negue.”                                         



                                                             
PABLO MILANÉS / CHICO BUARQUE

segunda-feira, dezembro 20

18 de dezembro

Eita, completei 30 anos no último sábado.


Quer saber como foi? Bem não posso relatar tudo que me aconteceu em 3 décadas de vida, mas posso dizer que este ano foi maravilhoso! Enfrentei muitas dificuldades, e continuo a enfrentar, mas isso faz parte da vida de todos nós, certo?


Sei que de tudo, que me aconteceu, a melhor de todas foi conhecer e poder estar junto de um moço, o melhor do mundo. Ele é o culpado por eu amá-lo, e o melhor deste aniversário, foi poder estar ao lado dele, o considero um dos maiores e melhores presentes na minha vida.


Rodrigo, te amo!


Sobre a morte

  A morte,
  Mesmo quando avisada pega suas vítima de calças curtas... imagine quando não dá avisos. Tenho ouvido a triste notícia de pessoas que morreram com uma certa frequênciaa ultimamente, e lamento profundamente pelas pessoas que perderam seus entes queridos.
  Há muitas explicações em relação ao mistério que é a morte, estas explicações servem para amenizar a dor, os pensamentos inquietantes sobre o destino daqueles que amamos. Desde os tempos antigos pensar a morte era de muita importância, para não falar de plena importância como no caso dos egípcios. Observe que para estes, toda a sua cultura estava envolta no tema MORTE. Quando se fala em egípicios, até mesmo para leigos, a primeira idéia que nos sobe a mente são as pirâmides, que tinham como finalidade abrigar as sepulturas, ou tumbas. Nestas, cada detalhe estava relacionado a vida que o morto teria após a morte, a vida eterna. Para obter esta vida eterna, se fazia de tudo, rituais, feitiços, embalsamamento etc. Basicamente a vida era utilizada para a preparação da sua passagem desta vida para uma outra.




  Os cristãos acreditam na ressurreição para vida eterna em um paraíso, alguns interpretam a bíblia dizendo que esta ressurreição será feita no futuro havendo em seguida um julgamento onde será determinado se a pessoa será destruída ou receberá a dádiva da vida eterna, e que esta vida será num paraíso na Terra. Outros cristãos crêem que a ressurreição é imediata, e que seu destino depende de suas ações em vida, tendo como destino o céu, o purgatório, ou o inferno. Na verdade, a discussão sobre a ressurreição, entre os próprios cristãos é um dilema. O fato é que todos crêem que haverá uma vida eterna junto a Deus, desde que você tenha feito a vontade deste mesmo Deus, e o contrário disto é a morte eterna ou num inferno de fogo*.







Judeus, cristãos, espíritas, todo e qualquer tipo de religião e crença tenta explicar a morte e o pós morte. A verdade é que morte desde os primórdios sempre nos causou perturbação, desalento, sofrimento e tristezas. E cada ser procura se apegar em alguma destas explicações para conseguir caminhar sem o ser perdido na morte, além de tentar lidar com o temor relacionado a própria morte.
Ninguém nunca voltou para nos dizer o que há após a morte, só nos resta decidir no que crer, ou não crer em absolutamente nada.

Nunca perdi um ente querido para a morte, nem sei como seria isso para mim, mas hoje, recebi a notícia da morte da mãe de um colega, isso me fez refletir sobre a morte, e foi por isso que decidi postar algo relacionado ao tema.

Meus pêsames José, lamento a sua dor e de sua familia.


 

* A palavra inferno no seu radical refere-se a sepultura, ou morada dos mortos, seja ela como for. No hebraico Seol, no grego Hades. Portanto, quando se diz inferno de fogo, estamos nos referindo ao modo com o qual a palavra acabou ficando estigmatizada. Quando se fala em inferno, logo lhe vem a mente a ideia de um lugar em chamas constantes, de sofrimento eterno, quando na verdade o termo inferno na sua essência não tem absolutamente nada a ver com o sentido atribuído, logo, podemos concluir que desde o primeiro homem até o último, todos fomos e vamos para o inferno, tendo por lógica que todos um dia morreremos.




                                                                         Sorry...


Fotorreportagem - Mulheres de Coca, Mulheres de Pedra



Brasil de Fato

quinta-feira, dezembro 9

Sítio do pica-pau amarelo

 

O sítio pós-moderno de Lobato



Misturando os mais saborosos ingredientes da cultura universal, a galera do Sítio ensinou-nos que, para viajar no tempo e no espaço, carece apenas de liberar o imaginário
03/12/2010

Luiz Ricardo Leitão

Muita gente boa já se pronunciou sobre o episódio, mas este cronista também se julga no direito de meter sua colher no tacho da saudosa Tia Nastácia, depois que o Conselho Nacional de Educação emitiu seu parecer sobre as inúmeras passagens repletas de “preconceitos, estereótipos ou doutrinações” nas páginas do clássico Caçadas de Pedrinho, que o genial Monteiro Lobato publicou em 1933. Não pretendo aqui arguir as intenções do CNE em zelar por uma formação “politicamente correta” dos nossos infantes... Limito-me apenas a consignar o quanto de hipocrisia avulta na notícia: afinal de contas, a julgar pelo que (não) se aprende nos bancos escolares, a turma do Sítio do pica-pau amarelo nunca foi ou será um entrave à educação no Brasil.
Se os ilustres conselheiros olvidassem o Olimpo da retórica e aterrissassem nas salas de aula de Bruzundanga, suas preocupações, decerto, seriam bem mais elementares. Primeiro, conviria enfrentar o óbvio: por que nossas crianças não leem nem um livro por bimestre na maioria das escolas brasileiras? Aliás, há outro mote ainda mais incômodo: por que tantos alunos das redes estaduais de ensino ainda permanecem meses sem aulas de Português (e várias outras disciplinas!), literalmente bestando em sala ou zanzando sem ter o que fazer nos tristes pátios escolares, como ocorre em São Paulo (sob o governo dos cultos tucanos) em pleno 2010?
Não seria tampouco inconveniente indagar se, com seus parcos salários, nossos professores, exaustos de tanto trabalhar, ainda têm tempo de ler algum livro ou jornal. Por isso, suspeito que o CNE esteja a promover um maremoto no deserto... De resto, torço para que o tsunami de Brasília logo se converta em inofensiva marola; do contrário, se prevalecer a recomendação oficial de que entrem no índex (!) “todas as obras literárias que se encontrem em situação semelhante”, em breve já não será possível ler boa parte dos clássicos das letras universais.
De fato, sequer a Bíblia Sagrada (com suas violentas querelas familiares, episódios de explícita 'submissão da mulher e cenas impróprias para menores, de que Sodoma e Gomorra são apenas um leve aperitivo) passaria pelo crivo severo do Conselho. E o que dizer dos “contos da carochinha”, em que lobos assanhadíssimos devoram indefesas vovozinhas? Durante muito tempo não faltaram educadores a considerá-los “cruéis” ou “irreais”, ignorando que as narrativas de encantamento são a fórmula com a qual a criança aprende a lidar com um mundo real e imerso em ambivalências, em que se mesclam, sem o menor pudor, amor, bondade, destruição e selvageria.
Quanto a Lobato, deixemos o criador do Jeca Tatu em paz. A crítica tachou-o de “anacrônico” ou “antimoderno”, por fixar-se no caboclo ingênuo e desvalido da roça, sem perceber que o Jeca, conforme anotou Wilson Martins, era o primeiro “antimito do nacionalismo baboso”, um símbolo daquela literatura desmistificante, mas nacionalista, que passaria à história com o nome de Modernismo. É claro que ele não exibia a lucidez política do fiel amigo Lima Barreto, que, em resenha a Urupês, não se contentou em denunciar o atraso das relações sociais no campo, diagnosticando com rara argúcia a questão espacial no país: “O problema é de natureza econômica e social. Precisamos combater o regime capitalista na agricultura, dividir a propriedade agrícola, dar a propriedade da terra ao que efetivamente cava a terra e planta e não ao doutor vagabundo e parasita, que vive na “Casa Grande” ou no Rio ou em São Paulo.”
Emília e sua turma, por sua vez, também merecem respeito. Misturando os mais saborosos ingredientes da cultura universal (desde a reinvenção de Júlio Verne e sua viagem à Lua, até a recriação da mitologia grega), a galera do Sítio ensinou-nos que, para viajar no tempo e no espaço, carece apenas de liberar o imaginário com o pó de pirlimpimpim, um produto mágico daquela boneca de pano que a negra Nastácia pôs no mundo. Já hoje, nos sítios pós-modernos da sociedade capitalista de consumo, onde não se cultiva a imaginação, nem a utopia, qual será a ‘viagem’ que os pós da nova era propiciam?

Luiz Ricardo Leitão é escritor e professor adjunto da UERJ. Doutor em Estudos Literários pela Universidade de La Habana, é autor de O campo e a cidade na literatura brasileira e Lima Barreto: o rebelde imprescindível.


 Monteiro Lobato   

Extraído do jornal Brasil de Fato, no dia 09/12/2010

segunda-feira, novembro 29

Da Sé ao Centro Cultural Banco do Brasil

As imagens a seguir não podem ser consideradas um ensaio fotográfico, talvez um exercício, pois com os avanços tecnológicos, é muito fácil se dizer fotógrafo, quando na verdade a câmera faz todo o trabalho. Então isso não passa de imagens que alguém capturou, por hobbie, para tentar se expressar nesse universo chamado internet.
                As imagens foram capturadas aleatoriamente e depois organizadas de maneira a formar uma ideia sobre São Paulo, e talvez, sucintamente Brasil. Buscamos mostrar o vazio de uma grande metrópole em um fim de semana qualquer, a beleza de uma arquitetura mal percebida pela maioria, a miséria em meio ao fato cosmopolita da metrópole e por fim uma apologia ao Espaço Cultural Banco do Brasil e também uma crítica, pois vimos um lugar belo que oferece cultura barata ou em sua maioria gratuita, porém, não frequentada pelo público a quem é destinado, a classe trabalhadora.
                Todas as fotografias foram capturadas entre o curto caminho da estação da Sé e o Centro Cultural Banco do Brasil, localizado na Rua Álvares Penteado, 112, Centro, São Paulo, SP.  
Rodrigo Massini e Vânia Leite
















































sexta-feira, novembro 26

Esta vida é uma grande piadista sarcástica!

 Uma dose de amargura, agregada a melancolia e impotência, um copo generoso de depressão e angústia, misturados em confusão psicológica e psicodélica, pensamentos profundos e profanos, ora sorrindo, ora chorando.
 Elementos regados ao som de The Beatles, a música?  Come Together.
 Excelente programa para ínicio de uma nova década de vida, a quarta década, que certamente como as três anteriores trouxeram imensas surpresas, adversidades, alegrias e tristezas, ganhos e perdas. Só se pode concluir que a próxima terá mais do mesmo, mas em outros formatos.
  Sabe o que pode fazer ela ser melhor? usar novas táticas, mudar a estratégia, e antes que ela traga as novidades, levar as novidades até ela! ei, espera aí... sinto uma faísca de esperança? Só a nova década dirá... ou não!


Julio Conejo, a sua grama é azul... a minha é vermelha!


Diriam eles:


One thing I can tell you is you got to be free
Come together right now over me


Hold you in his armchair you can feel his disease





Esta vida é uma grande piadista sarcástica!

quinta-feira, novembro 18

" Há duas coisas que não podem ser previstas matematicamente: o movimento dos átomos e o comportamento humano."
Frei Betto

Frei Betto é escritor, autor de “Cartas da Prisão” (Agir), entre outros livros. http://www.freibetto.org/ - twitter@freibetto

Parte de sua história durante a Ditadura Militar, pode ser observada no filme nacional Batismo de sangue, dirigido por Helvécio Ratton.

Leia:



quinta-feira, novembro 4

A caixa de Pandora



A Caixa de Pandora - Ao homem imprudente e temeroso são atribuidos os males humanos

Conta-nos as várias versões do mito grego que Prometeu (o que vê antes ou prudente, previdente) é o criador da humanidade. Era um dos Titãs, filho de Jápeto e Clímene e também irmão de Epimeteu (o que vê depois, inconsequente), Atlas e Menécio. Os dois últimos se uniram a Cronos na batalha dos Titãs contra os deuses olímpicos e, por terem fracassado, foram castigados por Zeus que então tornou-se o maior de todos os deuses.
Prevendo o fim da guerra, Prometeu uniu-se a Zeus e recomendou que seu irmão Epimeteu também o fizesse. Com isso, Prometeu foi aumentando os seu talentos e conhecimentos, o que despertou a ira de Zeus, que resolveu acabar com a humanidade. Mas a pedido de Prometeu, o protetor dos homens, não o fez.
Um dia, foi oferecido um touro em sacrifício e coube a Prometeu decidir quais partes caberiam aos homens e quais partes caberiam aos deuses. Assim, Prometeu matou o touro e com o couro fez dois sacos. Em um colocou as carnes e no outro os ossos e a gordura. Ao oferecer a Zeus para que escolhesse, esse escolheu o que continha banha e, por este ato, puniu Prometeu retirando o fogo dos humanos.
Depois disso, coube a Epimeteu distribuir aos seres qualidades para que pudessem sobreviver. Para alguns deu velocidade, a outros, força; a outros ainda deu asas, etc. No entanto, Epimeteu, que não sabe medir as consequências de seus atos, não deixou nenhuma qualidade para os humanos, que ficaram desprotegidos e sem recursos.
Foi então que Prometeu entrou no Olimpo (o monte onde residiam os deuses) e roubou uma centelha de fogo para entregar aos homens. O fogo representava a inteligência para construir moradas, defesas e, a partir disso, forçar a criação de leis para a vida em comum. Surge assim a política para que os homens vivam coletivamente, se defendam de feras e inimigos externos, bem como desenvolvam todas as técnicas.
Zeus jurou vingança e pediu para o deus coxo Hefestos que fizesse uma mulher de argila e que os quatro ventos lhe soprassem a vida e também que todas as deusas lhe enfeitassem. Essa mulher era Pandora (pan = todos, dora = presente), a primeira e mais bela mulher já criada e que foi dada, como estratégia de vingança, a Epimeteu, que, alertado por seu irmão, recusou respeitosamente o presente.
Ainda mais furioso, Zeus acorrentou Prometeu a um monte e lhe impôs um castigo doloroso, em que uma ave de rapina devoraria seu fígado durante o dia e, à noite, o fígado cresceria novamente para que no outro dia fosse outra vez devorado, e assim por toda eternidade.
No entanto, para disfarçar sua crueldade, Zeus espalhou um boato de que Prometeu tinha sido convidado ao Olimpo, por Atena, para um caso de amor secreto. Com isso, Epimeteu, temendo o destino de seu irmão, casou-se com Pandora que, ao abrir uma caixa enviada como presente (e que Prometeu tinha alertado para não fazê-lo), espalhou todas as desgraças sobre a humanidade (o trabalho, a velhice, a doença, as pragas, os vícios, a mentira, etc.), restando dentro dela somente a ilusória esperança.
Por isso, o mito da caixa de Pandora quer significar que ao homem imprudente e temeroso são atribuídos os males humanos como consequência da sua falta de conhecimento e previsão. Também é curioso observar como o homem depende de sua própria inteligência para não ficar nas mãos do destino, das intempéries e dos próprios humanos.
Por João Francisco P. Cabral
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

Brasil Escola



quinta-feira, outubro 21

Sobre a tristeza

 

 A depressão tem garras impiedosas. Como uma sombra sorrateira ela vai nos envolvendo em suas fibras malígnas e perversas, arruinando nossa alma, dilacerando o que encontra por dentro e por fora de cada uma das sua presas...
  Eu te vejo moça, eu sei o que se passa aí dentro. Você mais uma vez está completamente envolta por ela, esta maldita e temível dor. Ela lhe rouba dos olhos o brilho, o sentido da vida. Faz com que você pense que nada aqui vale a pena; que esta vida é patética e não passa de perda de tempo. Considera que se alguém não é capaz de se amar, evidentemente não será amado por outros. Aquele pobre homem, cheio de planos, saiu daqui, atravessou com sua amada o oceano, desejava uma vida melhor, mas faleceu pouco tempo após ter ingressado naquela terra. E você moça, ficou por uma longa noite se perguntando por qual motivo quem quer morrer, vive e quem quer viver, morre. Invejou aquele homem, seu maior desejo foi estar no lugar dele. Tu chorou por uma noite inteira, levantou com olhos inchados e rosto abatido e foi entre a multidão andando sem rumo, perdida, de cabeça baixa, se culpando por odiar estar viva. Disse que viver é uma escolha, e que embora seu corpo parece estar vivo, por dentro já morreu há tempos. Deseja ter coragem para fazer seu corpo frágil morrer também... mas a covardia a impede, e você arrasta seus dias ansiando que alguém faça isso por ti. Quanta melancolia há nesta balzaquiana...

quinta-feira, setembro 30

Gilmar

Gil, lhe devo um texto. Não me esqueço de ti viu? Só preciso é de tempo para escrever as mais belas palavras sobre você.


Mas hoje gostaria de deixar uma observação pertinente. Será exclusividade da dor e da tristeza, a força motriz do poeta? Será que a alegria lhe rouba a inspiração, a rima, a leveza das palavras? Será que o cinza traz concretude para a tecelagem de uma boa escrita? Pena ser assim, pois se é, apenas desse modo o poeta poderá em suas palavras traduzir muitos corações, sem ter ele mesmo o direito ao sorriso. E pensar que mesmo quando ele escreve sobre alegria, risos, contentamento, está simplesmente contemplando algo que não lhe pertence, só pode ser almejado de longe...

quinta-feira, setembro 9

Toda felicidade não basta...


Ser humano, eita "bicho ingrato"!
Qual é o motivo para sermos tão malditos? A vida não é simples, óbviamente, mas muitas vezes ela nos dá muitas coisas que fazem-na valer a pena, e o que fazemos? Ficamos horas a chorar em bancos de estações, em salas de museus... gastamos tempo lamentando nossa sorte na vida, só por causa de uma frustração?

 Você gostaria de saber que ela tinha muitos planos para este dia 09? Você gostaria de saber que ela havia feito de tudo para que este dia fosse perfeito? Que ela tinha absoluta certeza que ao chegar lá, te encontraria tão feliz quanto ela? Você gostaria de saber que ela comprou uma placa de chocolate escrito que te ama? Mas que jogou no lixo por causa da tristeza? Talvez você nem queira saber disso, senão sua culpa ficaria nítida não é? Mas é bom que saibas o quanto a entristeceu. Para você, fora apenas um compromisso não executado, mas não para ela, pior que isso, é o fato de você não ter feito nada para remediar. A tarde passou efêmeramente, mas a tristeza dela não... aliás, eu diria que foi acentuada!

  Ela foi tomada por culpa, afinal, sempre espera de si mesma ser compreensiva, boa, mansa, mas estava lá, triste sentada no banco, chorando feito uma menina de 08 anos.

  Mas como eu mencionei no início, somos humanos, logo, malditos ingratos. Ela, ele e o resto da humanidade são assim, querem o mundo ao redor de seu umbigo. Nos magoamos e magoamos aos outros por causa de nosso patético ego inflado, ansiosos por atenção, egocêntricos, massantes, difíceis, assim são os humanos, infelizmente são assim... alguns mais que os outros, mas todos assim...

 Apesar disso, diz a bíblia, que fomos feitos a imagem e semelhança de Deus. Me pergunto em qual aspecto parecemos ele.

sexta-feira, setembro 3

Dialética

  Vinícius, você nem imagina o quanto suas palavras traduzem as pessoas. Sei lá onde tu está a esta altura do campeonato, se é que está! Mas és meu poeta favorito. Então, hoje, para te saudar, e descarregar minha tristeza, profunda, diga-se de passagem, me aproprio respeitosamente do teu poema Dialética, me permites?

  Saudações



Dialética

É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz


Mas acontece que eu sou triste...

quarta-feira, agosto 25

Sonhos

  Meu pai costumava contar que quando ele era um garotinho, frequentemente sonhava que estava voando e repentinamente despencava, num susto alucinado acordava. Era então, acometido por duas fortes sensações: o prazer de planar como um pássaro livre, céu afora, em seguida a sensação sombria do medo. Papai não se recorda ao certo em que idade parou de ter estes sonhos, mas lamenta que as noites não mais os produziram no solo fértil de sua mente em repouso.
  Curiosamente, eu também tinha um sonho similar. Mas não revelava para ninguém, como qualquer criança distraída, eu simplesmente aproveitava este sonho. Um penhasco sobre um vale. Tudo num tom rosado, como que num fim de tarde. Eu sentada num alasão de asas. Eu ingenuamente, não sabia que cavalo com asas é mais popular na Grécia Antiga como o famoso Pégasus! E diferente do sonho do meu pai, eu me deleitava sentada sobre aquele poderoso animal. Viajava nele sobre aquele vale suavemente... mas acordava com um sentimento devastador de perda irreparável. A realidade ao acordar era infinitamente diferente, mas o sonho me dava por instantes uma falsa esperança de felicidade e paz. Como meu pai, eu também não me recordo em que idade esse sonho me abandonou, mas lamento tanto! Que pena...
  Hoje, sendo uma mulher, eu me vejo muitas vezes ilhada de problemas, dificuldades, tristezas reservadas carinhosamente pela vida, e me vejo perplexa, como que sem saída. E muitas vezes, diante de tal perplexidade, eu me deito, fecho os olhos em silêncio, e sento nas costas do meu Pégasus, e imploro para que ele me leve para planar suavemente num vale rosado, com ar de tristeza, mas contraditóriamente regado de tranquilidade. E vivo assim, um dia de cada vez... para assim, não abandonar a vida.

segunda-feira, agosto 16

Amor...

Rio para eu me banhar em amor
Oásis em um mundo turbulento e cinza
Deleitável pele, me provoca, tez tentadora!
Recorrente ao meu pensamento em cada tempo
Indubitavelmente verdadeiro, ausente ao engano, a falsidade
Gruta, na qual me recolho em anseio por paz
Ouro reluzente, destacado em meio a tantos metais sem importância, sem valor

quinta-feira, agosto 5

Transformações

  Tudo se transforma. O que não significa que as coisas melhoram. A transformação se dá sem avisar para qual rumo está seguindo. Se será bom ou não, cabe a quem está assistindo ou envolvido na transformação.
  Não me sinto feliz diante de algumas transformações. Sabe qual o meu motivo? Me sentir impotente diante de tais! Confesso que ficar perplexa não me ajuda em nada, ao contrário disso, me faz inerte, ou diria até que me faz indolente! Nunca fui de ser público, sempre escolhi atuar.
  Se tudo se transforma, o melhor então, presumo, seja usar as percepções em mim marcadas, usando-as para saber como agir, como seguir o curso deste fluxo mutante, sem perder o "fio da meada".
  Haja "jogo de cintura"! Mais uma vez, farei uso de letras bem compostas para me expressar, "O que é, o que é?", de Gonzaguinha:

"...E a vida!

E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
E a vida!

Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...
Há quem fale

Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...
Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...
Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...
Somos nós que fazemos a vida

Como der, ou puder, ou quiser...
Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...
E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita..."


  Se alguém me perguntasse hoje, qual é meu pensamento do dia, eu diria:
  Espere pouco das pessoas e da vida, assim você ficará contente com o que vem, seja pouco ou muito, ou nada. Diz um trecho da bíblia: a expectativa adiada adoeçe o coração.
  Se não espera, logo, não sofre!


Ah Chico...

   Hoje eu acordei respirando "Chico". Qual Chico? Bento? Tripa? Beltrano? Não, Chico Buarque. Já ouvi muitas pessoas falarem que todas mulheres amam Chico. Evidentemente! Estamos falando de um ser intelectualmente acima da média, de uma extrema compreensão do mundo, visão clara sobre qualquer assunto, de alma límpida, enfim, quantos são os atributos de Chico? Inúmeros! Não me cabe narrar aqui...
   Mas o fato é que para cada momento que vivo em minha vida eu sempre encontro uma letra composta por ele, na qual consigo fazer uma leitura do meu interior.
  

Gente humilde - Chico Buarque








Em um momento, eu lá, noutro, aqui...
Bem poetizou isso melodiosamente, nosso espetacular contemporâneo Chico Buarque:

"Tem certos dias em que eu penso em minha gente
 E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Como um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a como, quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem
Vindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar
                                                                 
São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente


É gente humilde
Que vontade de chorar..."


sexta-feira, julho 23

A contradição de sermos humanos


  A mente borbulha, fermenta...
  Uma juventude inteira dedicada a um estilo de vida. No qual se há uma absoluta certeza que está fazendo da melhor maneira. Após pouco mais de uma década perceber que aquilo tudo não passou de um falso alicerce. Uma estrutura frágil se dissolvendo diante dos olhos. Ao sair do abismo a duras penas, sentir-se sem um norte, e projetar sobre uma filosofia política tudo aquilo que um dia se sonhou. Porém, após um longo tempo, mais uma vez, tristemente se dar conta que este também é composto por um falso alicerce, e começar a vê-lo dissolver-se diante dos olhos.

     Encontrar um norte para se agarrar, para alguns é imprescindível. Mas parece que esta busca não leva a lugar algum. Provoca uma ânsia, um temor, uma inquietude pelo futuro. Daí se pega pensando: "Melhor é viver somente o dia de hoje, como saberei do amanhã?"

     No conto intitulado “A Igreja do Diabo”, Machado de Assis nos apresenta o relato da vez em que o Diabo resolveu fundar a sua própria igreja, julgando ser essa a alternativa mais eficaz para destruir de vez as diversas religiões; queria esvaziar os céus e obter a vitória final e o triunfo completo, imperando entre os homens. Foi então aos céus declarar os seus novos planos e, animado pelo novo desafio que travava com Deus, tratou logo de disseminar a sua doutrina. Com a sua retórica eloqüente, o Diabo foi aos poucos convencendo as pessoas que, entusiasmadas, passavam a “amar as coisas perversas e detestar as sãs”. A doutrina do anjo renegado era simples: a avareza, a soberba, a gula, a ira, a luxúria, a preguiça são as nossas virtudes naturais e legítimas; assim, era preciso uma reformulação das estruturas valorativas, abandonando a prática das velhas virtudes sociais e exercitando as novas virtudes. E, conforme o Diabo havia planejado, aos poucos a doutrina de sua igreja espalhou-se pelo globo, e tornou-se, com o tempo, a nova ordem no mundo. Após longos anos, porém, o Diabo notou que muitos dos seus fiéis praticavam, às escondidas, as virtudes antigas; viu avarentos dando esmolas, ladrões que devolviam o que roubavam...a traição dos fiéis enfureceu o Diabo, que correu aos céus para saber qual era o motivo de tão assombroso fenômeno. E Deus, com naturalidade, lhe respondeu que isso se devia a eterna contradição humana.

    Nosso constante processo de transformação, deve ser em resultado desta busca... que cria em nós esta contradição. Buscamos respostas, explicações, entendimentos... O que podemos e estamos lamentavelmente limitados e condicionados, é obter conhecimentos e informações, e à partir destes montar, cimentar o mosaico do modo que aparentemente faz mais sentido, a forma que tem mais coesão.
    Oscilamos entre vários caminhos em busca do entendimento e compreensão do mundo, do Universo... é complexo e perturbador encontrar as respostas.

Dia 09 de julho

    Assim como qualquer outra data, nove de julho tem os seus significados. Podemos mencionar que em 9 de julho de 1932, rebentou uma revolução paulista. Dia da Revolução Constitucionalista. Foi o movimento armado mais importante no país no século XX e de grande importância para a história de São Paulo, senão plenamente importante, devido ao seu papel de contestação ao governo Vargas. O Movimento teve o mérito de contestar o governo provisório, centralizador e autoritário, que dominava o país, embora, cheio de fendas, assim como qualquer outro movimento.
    Citei acima um exemplo da importância da data 09 de julho, históricamente falando. Mas evidentemente, neste mesmo dia, miríades de coisas aconteceram em cada canto deste nosso planeta Terra, e fora dele também, embora nossa dimensão de tempo, seja profundamente limitada.
    No dia 09 de julho de 1980, veio a falecer o carioca mais apaixonado, mais romântico, Vinícius de Moraes, com a idade de 66 anos. Neste mesmo dia, quantos corações de luto por perder um ente querido, seja ele um pai, um filho ou filha, um amor, seja como for, lembrar o 09 de julho para alguns, pode ser o mesmo que cutucar uma ferida.
    Por outro lado, em 09 de julho, muitos bebês vieram para marcar presença de maneira incomparável. É o caso de Ronald Belford Scott, ou o famoso Bon Scott, vocalista e compositor da banda AC/DC. Scott nasceu em 09 de julho de 1946. Imagine quantas mamães emocionadas receberam seus bebês num dia 09 de julho!
    Crimes, nascimentos, funerais, comemorações, lamentos, corrupções, términos, começos, promessas, consertos, dívidas, risos, aquisições, prejuízos etc, tudo no dia de 09 de julho.
    Enquanto uma multiplicidade de eventos, se marcam na data de 09 de julho, alguns simplesmente se ocupam nele, entregando-se a loucura de amar, se apaixonar, correndo riscos absurdos por puro amor, marcado por encontros entre multidões em estações férreas, com olhos brilhantes, alguns expostos, outros sob as lentes escuras de óculos, sorrisos soltos, palavras flutuantes... Para estes o 09 de julho será imortalizado, com um significado indescrítivel!





































A infinitude reservada pelo amor...


segunda-feira, julho 12

Tentativa simplória de falar sobre Materialismo Histórico

 Materialismo Histórico é o método dialético que para se efetivar, utiliza-se fundamentalmente da pesquisa empírica, da reconstrução objetiva do real, da observação do concreto de modo que possa explicar os fenômenos.
 O FENÔMENO é a transformação provocada pelo próprio homem. A citar diretamente a relação entre o homem e a natureza. O homem produz atividadede de subsistência, para tal recorre a natureza, satisfazendo suas necessidades. Por meio desta mesma atividade ele transforma as suas condições de vida, modifica diretamente as relações entre si e sua relação com a própria natureza, transformando-a.
 Esta extração de recursos naturais e os meios para a sua produção levam à MERCADORIA, que tem valor de troca, partindo deste ponto, surge a relação ECONOMICO-SOCIAL.
 O homem organiza-se para sobreviver de forma coletiva, as relações existentes entre si estão diretamente ligadas a economia. Quando se fala em economia neste contexto, não se refere a taxas, aplicações etc, mas refere-se diretamente a forma de subsistência criada pelo homem e as consequências desta dialética. Para entender todo este processo é necessário o despertar de uma consciência histórica, estar fora da alienação, que é a perda da capacidade de compreensão de todo o desenrolar do processo, Marx propõe para tal a ABSTRAÇÃO. Esta é a observação do concreto (dialético, sendo assim, em constante transformação) e a inter-relação com ele, de modo a compreendê-la na sua totalidade.

 O MATERIALISMO HISTÓRICO é impreterível para conhecimento, entendimento e compreensão dos fenômenos
_________________________________________________________

 Uma observação sobre a dialética:
 Hegel, filósofo prussiano, em nítido contraste com August Comte, pai da Sociologia, define bem a forma de funcionamento da sociedade, ao explicitar detalhadamente a dialética, que consiste na afirmação, negação da afirmação e daí uma nova afirmação, ou a chamada síntese. O desenrolar do processo histórico, de acordo com a filosofia hegeliana, acontece à partir da cisão, a ruptura, quando algo tem uma aparência e quando sofre a ruptura, traz a superfície sua real essência

_________________________________________________________

Por enquanto, esta é minha mais singela consideração sobre o assunto... a idéia é criar uma discussão com o leitor

quinta-feira, julho 8

O verbo no infinito - Vinícius de Moraes 


Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar


Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.


E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito

E esquecer de tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito...

(Para viver um grande amor - Crônicas e Poemas - Coleção)

quarta-feira, julho 7

M&M

 Três vezes "S". A repetição é mãe da retenção, já diria minha avó, sempre muito repetitiva!

 Três vezes "S":        Sonho Impossível, Sinal Fechado e Sem Fantasia.

 Um rapaz de doces modos, diz para uma garota, que ele passou cada minuto da sua manhã escutando três canções. E que essas três canções somadas, montam um ideal romântico vivido nos sonhos dele, pede que ela compartilhe disso com ele.
 Ela considerou que os seus sonhos eram o ingresso para entrar na órbita do rapaz de doces modos. E apesar de ser contida, ponderada, fixa na realidade, sentiu-se tentada a tirar por algum tempo seus pés do chão e embarcar nesta jornada.
 Nas frases e sons de cada uma das melodias eles entraram, como que num mundo afastado de uma realidade feia daquele mundo anterior que deixaram para trás;
 Quando ela pensava em toda a sua longa jornada até esse sublime momento, ela sussurava: Ah, eu quero te dizer que o instante de te ver custou tanto penar! De tanto te esperar, eu quero te contar das chuvas que apanhei, das noites que varei no escuro a te buscar!
 Ao que responde docemente o rapaz: pois é, minha cara, eu também, venho de um trajeto nada fácil. Já sem esperanças, andava a pensar: quantas guerras terei que vencer por um pouco de paz, e amanhã se esse chão que eu beijei for meu leito e perdão vou saber que valeu. Delirar e morrer de paixão.
 Apesar da falta de esperanças eu acreditei no seguinte: seja lá como for, vai ter fim a infinita aflição. E o mundo vai ver uma flor brotar do impossível chão.
 E a moça reflete baixinho: você acreditou no sonho impossível...
 E ele sem medo de admitir seus sentimentos afetuosos, confessou: sim, eu quero te mostrar as marcas que ganhei nas lutas contra o rei; nas discussões com Deus. E agora que cheguei eu quero a recompensa, eu quero a prenda imensa dos carinhos teus!
 A moça, mais que ansiosa, apressa-se em dizer-lhe: e pensar que outrora, ambos nos esbarramos por aí, indo para o mesmo lugar, trilhando percursos diferentes, e nosso breve diálogo foi:

– Olá! Como vai?
– Eu vou indo. E você, tudo bem?
– Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar meu lugar no futuro... E você?
– Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono tranqüilo... Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é, quanto tempo!
– Me perdoe a pressa - é a alma dos nossos negócios!
– Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
– Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí!
– Pra semana, prometo, talvez nos vejamos...Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é...quanto tempo!
– Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das ruas...
– Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
– Por favor, telefone - Eu preciso beber alguma coisa, rapidamente...
– Pra semana...
– O sinal...
– Eu procuro você...
– Vai abrir, vai abrir...
– Eu prometo, não esqueço, não esqueço...
– Por favor, não esqueça, não esqueça...
– Adeus!
– Adeus!
– Adeus!
 E cá estamos nós, entrelaçados em sentimentos cutâneos, delicados, benévolos...

E ela deita seus pensamentos no travesseiro e diz a si mesma: que coisa boa é se apaixonar! E dorme ao som da melodia que soa: nada vai permanecer no estado em que está, eu só penso em ver você, eu só quero te encontrar. E eu pensando em ter você pelo tempo que durar... (Marisa Monte - Pelo tempo que durar)

E ele? Ah este bom moço, transborda paixão! Cativa e é cativado!

Benditos sejam os três "S"!

domingo, julho 4

Minhas Divagações,
Meus Delírios
Me Declaram
Denunciam meus Devaneios
Delirantes
Juízo Delgado
Devagar, Desagregado!
Delineando o Descompasso...

________________________________________

 Em profundo respeito a opinião ponderada do meu leitor Massini, eu retirei o nome do texto. Para quem não leu antes, eu havia entitulado ele com "D..."

 Considerei muito válida a sua observação Massini, ao ponto de aceitar a excelente observação feita e alterar.





sábado, julho 3

Saudade machuca


 Saudade é um sentimento bom quando se sabe que vai acabar. Mas quando você olha pelo telescópio, pela lupa, pelo binóculo, por tudo que pode para aumentar a sua visão, e mesmo assim não encherga nenhum sinal de aproximação do ser que lhe causa a tortura da saudade é devastador; e pensar que o ser causador desta angústia nem sequer sabe que ela existe. Mas será que se soubesse faria diferença significativa? Não, não... creio que não.
 Tem saudade boa de sentir sim, eu sei, mas não essa. Tem saudade que estraçalha nossa carne. E cada dia que você pensa que há possibilidade de cicatriz, ela rasga ainda mais sua pele, se aprofunda na sua carne, sobrevive do sangue que derrama e a tal cicatriz nunca acontece. Uma culpa ronda meus pensamentos, eu deveria providenciar um meio para que isso me deixasse, mas não sei como fazer isso... um vestígio de esperança me atordoa, maldita esperança!
 Gosto das palavras de Clarice Lispector ao definir saudade: Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco, quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.


 Sei lá, que coisa não? Em um sábado frio, eu queimando de febre e postando este desabafo aqui... que droga! Amanhã de manhã se eu ler isso, vou culpar a febre, trate de fazer o mesmo!

Se nada mais der certo




 Estava eu a vagabundar dentro de casa, coisa típica de quem está de férias, quando as 17:30 hs minha amiga me liga dizendo, toda esbaforida, que eu fosse rápido até o local que ela estava, para assistirmos um filme gratuito, numa unidade do Sesc. Eu desesperada, corro para tomar um banho e trocar de roupa, cheguei bem em cima do horário... ufa deu tempo.
 E como fiquei satisfeita por ter ido. O filme foi numa sala fria, com cadeiras comuns de plástico, numa sala pequena, com poucas pessoas. Mas deve ter sido uma das melhores sessões de cinema que já vi! Absolutamente!
 O filme foi: Se nada mais der certo, de José Eduardo Belmonte, o protagonista é Cauã Reymond.
 O filme mostra a forma como a sociedade no seu contexto atual, pragmática, sufoca, maltrata, esmaga cada sujeito nela incerido. O proceder, conduta, ação de cada um no desenrolar do filme, revela como o indivíduo é de fato moldado pela realidade que vive, pelo meio do qual faz parte... e que nesta ótica, não há pragmatismo que sobreviva!
 Pessoas abandonadas pelo sistema, ao léo, num momento individualistas em outro, extremamente carentes e entregues aos seus laços afetivos, dedicados com afinco um ao outro. Sendo assim, o filme é de uma visão totalmente social.

 Muitas frases com sacadas geniais, mas a que mais me fez pensar foi a seguinte: por não assumir riscos, viciamos no depois.

 Excelente fotografia, trilha sonora, produção e elenco. Recomendo para todos!


quinta-feira, junho 24

Cada vez mais sós
Por Fundação José Saramago


Acho que todos nós devemos repensar o que andamos aqui a fazer. Bom é que nos divirtamos, que vamos à praia, à festa, ao futebol, esta vida são dois dias, quem vier atrás que feche a porta – mas se não nos decidirmos a olhar o mundo gravemente, com olhos severos e avaliadores, o mais certo é termos apenas um dia para viver, o mais certo é deixarmos a porta aberta para um vazio infinito de morte, escuridão e malogro.



“Cada vez mais sós”, in Deste Mundo e do Outro, Ed. Caminho, 7.ª ed., p. 216    
(Selecção de Diego Mesa)

quarta-feira, junho 16

"Meu Brasil brasileiro..."

No Brasil há uma vasta diversidade cultural, racial, musical, e por aí vai. Temos todos os motivos para sermos patriotas, sustentarmos um sentimento fortíssimo de nacionalismo.
Temos maravilhosas produções de cinema, uma música rica etc. Somos um povo criativo, temos esperteza, somos agéis em notar as coisas, somos dedicados ao que nos propomos, povo que batalha com intensidade.
Agora reflita por um instante: com tanta riqueza em aspectos amplos, a maioria dos brasileiros expressam forte admiração em relação a tudo que vem de fora, em especial se vem dos Estados Unidos. Demonstram até uma forte adoração a coisas que vem de lá, seja uma grande porcaria ou algo de fato bom. Perdem seu senso crítico sobre a qualidade das coisas, estando completamente imersas na idéia pré-concebida de que somos ruins no que fazemos. Falam mal do Brasil e se esquecem que somos o que queremos ser, que falar mal da nossa pátria é falar mal de si mesmo. Esses que falam mal, são os que menos fazem alguma coisa para mudar a realidade vivida aqui.

O detalhe impreterível:
Falam mal do Brasil, mas na hora de um campeonato mundial todo mundo vira patriota, nacionalista! Por qual motivo só amam o Brasil num evento de proporção mundial? Mostrarão seu espírito patriota nas eleições que estão próximas?
Precisamos aprimorar nossa visão sobre nossa identidade nacionalista.
É só pensar um pouco que se notará o vale profundo que existe entre torcer para o Brasil na Copa do Mundo e ter de corpo e alma paixão pelo Brasil, estar disposto a transformar, estudar um modo de fazer uma nova realidade.


"Brasil, meu Brasil brasileiro, meu mulato inzoneiro, vou cantar-te nos meus versos,
O Brasil samba que dá, bomboleio que faz gingar..."

Aquarela do Brasil
Ary Barroso


sábado, junho 5

Angústia de poeta


Olhos fitos no nada, mente vagueando          
Dando-se por encerrada, mas segue andando
Um sentimento sombrio correndo nas veias
Ansiando o brilho frio de cada lua cheia

Espasmos sucessivos, um grito interno
Soluços diluídos, sentindo este inferno
Lhe escapam as rimas, lhe foje a criatividade
Vagando em esquinas, há tanta vaidade

Um sonho aterrador, levanta-se subitamente
Consciente que a dor não é permanente
Ah se todos soubessem, soubessem somente
Quão triste o poeta que anda entre a gente...


Vânia M. Leite

Foulks

Foulks
Foulks, sempre de bom humor esbanjando sorrisos. Sabe-se lá o motivo, mas ele tem paixão por morangos ao chocolate (não deveria ser queijo? enfim...)

Joe

Joe
Joe, vai ao delírio por paçocas! É muito dorminhoco, mas seu pior crime é literalmente saquear os queijos da geladeira em plena madrugada.

Fly

Fly
Fly, muito tímido, mas depois que faz amizade é para sempre. Acorda cedo, sempre com muita disposição, costuma dedicar-se a finco em suas atividades musicais.

Bob e Bilan

Bob e Bilan
Bob e Bilan, esses dois andam tão juntos que alguém acaba pensando que são gêmeos siamêses. Se dão muito bem, mas não passa um dia sequer que ambos não tenham uma discussão. Com o tamanho da amizade logo resolvem e fica tudo em paz.

Demetrius

Demetrius
Demetrius, muito falante, porém, bastante observador. Adora levar um pedaçinho de queijo para cama, dorme comendo pedaçinho por pedaçinho.

Dherick

Dherick
Dherick, sujeito de poucos amigos pelo fato de aparentar ser carrancudo. Não é de muita conversa, gosta de ser reservado. Não passa um dia sequer sem ler o jornal.

Jacks

Jacks
Jacks, este é o "Sr Certinho", perfeccionista, não aceita uma nota sequer no momento ou tom errado. Costuma dormir muito tarde só para ficar deitado na varanda contemplando o céu.

Manfred

Manfred
Manfred, meio desajeitado, mas bom sujeito, dócil e afável, sujeito que todos querem por perto.