Três vezes "S". A repetição é mãe da retenção, já diria minha avó, sempre muito repetitiva!
Três vezes "S": Sonho Impossível, Sinal Fechado e Sem Fantasia.
Um rapaz de doces modos, diz para uma garota, que ele passou cada minuto da sua manhã escutando três canções. E que essas três canções somadas, montam um ideal romântico vivido nos sonhos dele, pede que ela compartilhe disso com ele.
Ela considerou que os seus sonhos eram o ingresso para entrar na órbita do rapaz de doces modos. E apesar de ser contida, ponderada, fixa na realidade, sentiu-se tentada a tirar por algum tempo seus pés do chão e embarcar nesta jornada.
Nas frases e sons de cada uma das melodias eles entraram, como que num mundo afastado de uma realidade feia daquele mundo anterior que deixaram para trás;
Quando ela pensava em toda a sua longa jornada até esse sublime momento, ela sussurava: Ah, eu quero te dizer que o instante de te ver custou tanto penar! De tanto te esperar, eu quero te contar das chuvas que apanhei, das noites que varei no escuro a te buscar!
Ao que responde docemente o rapaz: pois é, minha cara, eu também, venho de um trajeto nada fácil. Já sem esperanças, andava a pensar: quantas guerras terei que vencer por um pouco de paz, e amanhã se esse chão que eu beijei for meu leito e perdão vou saber que valeu. Delirar e morrer de paixão.
Apesar da falta de esperanças eu acreditei no seguinte: seja lá como for, vai ter fim a infinita aflição. E o mundo vai ver uma flor brotar do impossível chão.
E a moça reflete baixinho: você acreditou no sonho impossível...
E ele sem medo de admitir seus sentimentos afetuosos, confessou: sim, eu quero te mostrar as marcas que ganhei nas lutas contra o rei; nas discussões com Deus. E agora que cheguei eu quero a recompensa, eu quero a prenda imensa dos carinhos teus!
A moça, mais que ansiosa, apressa-se em dizer-lhe: e pensar que outrora, ambos nos esbarramos por aí, indo para o mesmo lugar, trilhando percursos diferentes, e nosso breve diálogo foi:
– Olá! Como vai?
– Eu vou indo. E você, tudo bem?
– Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar meu lugar no futuro... E você?
– Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono tranqüilo... Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é, quanto tempo!
– Me perdoe a pressa - é a alma dos nossos negócios!
– Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
– Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí!
– Pra semana, prometo, talvez nos vejamos...Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é...quanto tempo!
– Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das ruas...
– Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
– Por favor, telefone - Eu preciso beber alguma coisa, rapidamente...
– Pra semana...
– O sinal...
– Eu procuro você...
– Vai abrir, vai abrir...
– Eu prometo, não esqueço, não esqueço...
– Por favor, não esqueça, não esqueça...
– Adeus!
– Adeus!
– Adeus!
E cá estamos nós, entrelaçados em sentimentos cutâneos, delicados, benévolos...
E ela deita seus pensamentos no travesseiro e diz a si mesma: que coisa boa é se apaixonar! E dorme ao som da melodia que soa: nada vai permanecer no estado em que está, eu só penso em ver você, eu só quero te encontrar. E eu pensando em ter você pelo tempo que durar... (Marisa Monte - Pelo tempo que durar)
E ele? Ah este bom moço, transborda paixão! Cativa e é cativado!
Benditos sejam os três "S"!
quarta-feira, julho 7
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