Estava eu a vagabundar dentro de casa, coisa típica de quem está de férias, quando as 17:30 hs minha amiga me liga dizendo, toda esbaforida, que eu fosse rápido até o local que ela estava, para assistirmos um filme gratuito, numa unidade do Sesc. Eu desesperada, corro para tomar um banho e trocar de roupa, cheguei bem em cima do horário... ufa deu tempo.
E como fiquei satisfeita por ter ido. O filme foi numa sala fria, com cadeiras comuns de plástico, numa sala pequena, com poucas pessoas. Mas deve ter sido uma das melhores sessões de cinema que já vi! Absolutamente!
O filme foi: Se nada mais der certo, de José Eduardo Belmonte, o protagonista é Cauã Reymond.
O filme mostra a forma como a sociedade no seu contexto atual, pragmática, sufoca, maltrata, esmaga cada sujeito nela incerido. O proceder, conduta, ação de cada um no desenrolar do filme, revela como o indivíduo é de fato moldado pela realidade que vive, pelo meio do qual faz parte... e que nesta ótica, não há pragmatismo que sobreviva!
Pessoas abandonadas pelo sistema, ao léo, num momento individualistas em outro, extremamente carentes e entregues aos seus laços afetivos, dedicados com afinco um ao outro. Sendo assim, o filme é de uma visão totalmente social.
Muitas frases com sacadas geniais, mas a que mais me fez pensar foi a seguinte: por não assumir riscos, viciamos no depois.
Excelente fotografia, trilha sonora, produção e elenco. Recomendo para todos!
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