sábado, novembro 7

Rogério Skylab me fez companhia na minha insônia

Ontem a noite fui tomada pela insônia; havia lido muito, conversei com uns e outros pela rede e resolvi sentar em frente a televisão (algo que há séculos não fazia). Mudei de canal feito homem, zapeava com o controle remoto de um canal para o outro rapidamente. Só encontrei dois canais que estavam apresentando algo realmente interessante. TV Brasil passava um documentário sobre os índigenas colombianos e argentinos; não fosse o maluco que estava na globo eu teria assistido o documentário da TV Brasil até o fim, estava muito interessante mesmo.


Sobre o maluco? Sabe lá Deus o motivo, mas sou profundamente atraída por gente esquisita, excêntrica, enigmática. E foi partindo desta atração que decidi abrir mão do documentário para assistir o tal maluco que estava no programa do Jô Soares.

Se trata de uma figura chamada Rogério Skylab. Simplesmente sensacional todo aquele jeito dele. Completamente autêntico, original, de uma simplicidade apavorante. Ele age e fala como se estivesse sozinho. Sabe aquela coisa de quando você está sozinho no seu quarto e começa a fazer maluquices que não faria em público, tipo pegar uma vassoura e sair dançando, pegar qualquer objeto que dê uma vaga lembrança de um microfone e cantar baixinho mas fazendo aquelas caretas que parece que você está cantando no Rock In Rio? É mais ou menos isso.

Rogério Skylab é o nome artístico do carioca Rogério Tolomei Teixeira, nascido em dois de setembro de 1968.

Rogério tem formação em filosofia e letras.

Suas composições são tão excêntricas e instigantes quanto ele mesmo. A forma como ele se contorce ao cantar, suas feições dão um tom sem comparação, ao que está cantando. Rogério me faz lembrar um dos meus ídolos Lobão.

Nesta entrevista ele mencionou o filme do Herbert Viana. Herbert contou que seu maior sonho era ser aviador, pilotar como seu pai, mas sua visão limitada o impediu. Ingressou no mundo da música. Qual foi seu primeiro e maior sucesso? Quem não se lembra? "Óculos".
O que era seu "defeito", digamos assim, foi justamente o que deu o "up" na sua carreira.
Rogério citou isso ao falar um pouco de si mesmo. Nem sempre o que parece o fim é de fato o tal fim. Se algo em você parece ruim e você tem que conviver com aquilo, então transforme o "defeito" numa qualidade aproveitável.

Encontrei blog e site oficial dele fuçando por aí:

Blog: http://godardcity.blogspot.com/
Site: http://www.rogerioskylab.com.br/

Vale muito a pena espiar, tem muita coisa interessante, ou melhor dizendo, tudo lá é interessante!


Curti muito este poema

Furo


Havia um furo bem no meio.
Pelas bordas podia se ver,
senão imaginar, o inimaginável:
o furo ali estampado.
Imaginam-se as tripas, as vísceras,
as convulsões, a hemorragia...
porque tudo isso é possível.
Até mesmo o olhar absorto
de um Homem que vai morrer,
a gente pode imaginar.
Por exemplo: ele foi à padaria
e nunca mais voltou pra casa.
Mas aquele furo não dizia nada.
Era um furo fora de toda História.


Enfim, Rogério é uma figura genial! Gamei no doidão! Mereceu um pedaçinho sobre ele aqui.

Um comentário:

  1. Oi Vania tudo bem???...rsrsrs...primeiramente quero parabenizá-la a você pelo que está fazendo em seu blog...sempre que posso faço um visitinha e realmente está incrível...o fico feliz por você também descrever as personalidades de meus filhinhos...rsrsr...Continue sempre assim...e que Deus sempre possa abençoar você...um grande beijo de seu amigo Frank Alves.

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Foulks

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Foulks, sempre de bom humor esbanjando sorrisos. Sabe-se lá o motivo, mas ele tem paixão por morangos ao chocolate (não deveria ser queijo? enfim...)

Joe

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Joe, vai ao delírio por paçocas! É muito dorminhoco, mas seu pior crime é literalmente saquear os queijos da geladeira em plena madrugada.

Fly

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Fly, muito tímido, mas depois que faz amizade é para sempre. Acorda cedo, sempre com muita disposição, costuma dedicar-se a finco em suas atividades musicais.

Bob e Bilan

Bob e Bilan
Bob e Bilan, esses dois andam tão juntos que alguém acaba pensando que são gêmeos siamêses. Se dão muito bem, mas não passa um dia sequer que ambos não tenham uma discussão. Com o tamanho da amizade logo resolvem e fica tudo em paz.

Demetrius

Demetrius
Demetrius, muito falante, porém, bastante observador. Adora levar um pedaçinho de queijo para cama, dorme comendo pedaçinho por pedaçinho.

Dherick

Dherick
Dherick, sujeito de poucos amigos pelo fato de aparentar ser carrancudo. Não é de muita conversa, gosta de ser reservado. Não passa um dia sequer sem ler o jornal.

Jacks

Jacks
Jacks, este é o "Sr Certinho", perfeccionista, não aceita uma nota sequer no momento ou tom errado. Costuma dormir muito tarde só para ficar deitado na varanda contemplando o céu.

Manfred

Manfred
Manfred, meio desajeitado, mas bom sujeito, dócil e afável, sujeito que todos querem por perto.