Até compreendo que meu potinho de tintas sumiu, mas quanto a minha aquarela, em que lugar se escondeu de mim? Logo agora que está tudo tão cinza... eu preciso tanto das cores.
Por mais que esfrego estes meus olhos, a tal nuvem carregada, faz tudo nublado, cinza, opaco, nebuloso; quanto mais esfrego, pior fica .
Seria tão fácil e confortável acordar pela manhã e ao abrir a janela do quarto sentir a luz do sol invadir toda a escuridão do ambiente, não só o físico, como também, meu interior. Sentir o sol me iluminar por dentro e por fora. Mas agora, o que há, é somente uma lembrança de como é sentir esta luz invadir, chegar, se apropriar. Este sentir, não está aqui.
Diz o ditado que "não há mal que sempre dure, não há bem que nunca chegue", alguém sabe me responder por qual razão para alguns este alívio nunca chega? Se não chega, certamente o ditado de consolação é uma baita mentira. Alguém sabe me responder o que acontece nesta vida, que é tão desigual? Alguns andam distribuíndo risos felizes, olham as dores do mundo como fases, como dificuldades temporárias, sob meu olhar, creio que para estas pessoas tudo é festa.
Não posso afirmar que neste contexto existe o certo e o errado. Posso afirmar que aos meus olhos, não faz o menor sentido que alguns sejam tão profundamente infelizes enquanto o outro logo ali, sorri com intensidade, tem um coração calmo, sente a paz no seu interior.
Tudo nos leva a crer, que o triste, é fraco, negativo, pessimista. Você lendo isso tudo aqui, neste momento, absolutamente está me considerando uma pessoa "amarga", alíás este vem sendo meu atual sobrenome entre meus amigos mais íntimos.
Mas e quanto ao suposto "otimista". Ele usa esta casca para se defender? Ele é contente de verdade? Quais são os motivos que o fazem sorrir? Ele se contenta com pouco?
A resposta para estas perguntas, presumo, é um tanto óbvia, ele simplesmente sabe ver a graça da vida, e o resultado desta linha de pensamento, é que quanto mais pessimistas, tristes, melancólicos nós somos, mais seremos, e analisar a nobreza emocional conquistada pelos "felizes", "otimistas", "alegres", me faz lembrar que meu interior é patético e deteriorado. A luz do sorriso dos otimistas, me enche de culpa, e minha profunda tristeza se torna um ciclo interminável.
Não, eu não gosto de como as coisas são e estão, eu não gosto deste mundo, não gosto de como as coisas funcionam, pode ser que não gosto de nada... nem de estar aqui. Se sou amarga? O que você acha?
Ps: palavras fidedignas
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Foulks, sempre de bom humor esbanjando sorrisos. Sabe-se lá o motivo, mas ele tem paixão por morangos ao chocolate (não deveria ser queijo? enfim...)
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Joe, vai ao delírio por paçocas! É muito dorminhoco, mas seu pior crime é literalmente saquear os queijos da geladeira em plena madrugada.
Fly
Fly, muito tímido, mas depois que faz amizade é para sempre. Acorda cedo, sempre com muita disposição, costuma dedicar-se a finco em suas atividades musicais.
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Bob e Bilan, esses dois andam tão juntos que alguém acaba pensando que são gêmeos siamêses. Se dão muito bem, mas não passa um dia sequer que ambos não tenham uma discussão. Com o tamanho da amizade logo resolvem e fica tudo em paz.
Demetrius
Demetrius, muito falante, porém, bastante observador. Adora levar um pedaçinho de queijo para cama, dorme comendo pedaçinho por pedaçinho.
Dherick
Dherick, sujeito de poucos amigos pelo fato de aparentar ser carrancudo. Não é de muita conversa, gosta de ser reservado. Não passa um dia sequer sem ler o jornal.
Jacks
Jacks, este é o "Sr Certinho", perfeccionista, não aceita uma nota sequer no momento ou tom errado. Costuma dormir muito tarde só para ficar deitado na varanda contemplando o céu.
Manfred
Manfred, meio desajeitado, mas bom sujeito, dócil e afável, sujeito que todos querem por perto.

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