terça-feira, abril 27

Além do que os olhos podem perceber


No trajeto que faço de manhã, diariamente, entre a estação de trem e a faculdade, as duas coisas que mais vejo são carros e pessoas levando seus cachorros de apartamento para passearem na rua. Vejo cachorros de toda raça, poodle, beagle, schnauzer, enfim, todo tipo de cachorro com o famoso "Pedigree" (segundo minha pesquisa, Pedigree é um certificado de registro (CR) de um animal doméstico, indicando as características básicas do animal padronizadas de acordo com a raça, variedade e pelagem (tipo e cor) mostrando os ascendentes do animal obrigatoriamente até a terceira geração. O documento, também, exerce a função de um título de propriedade).

 Hoje, especialmente, algo me chamou muito atenção, enquanto eu andava pela passarela da estação que dá acesso a rua, notei um garoto de uns 13 anos andando com um famoso vira-latas, de pelo longo, marron. O cachorro parecia ser o escudeiro do garoto, era lindo de se ver, ele ia na frente abrindo caminho para o garoto que o seguia sorrindo, houve momentos que ele deu uns latidos bem alto olhando para quem passava, que eu interpretei como se ele estivesse dizendo "Ei, não ousem fazer mal ao meu amigo! Estou aqui para protegê-lo". Na ponta da passarela há uma bifurcação, de um lado uma escadaria e do outro uma rampa para cadeira de rodas. O cachorro desceu pelas escadas, o garoto queria ir pela rampa, num assobio de amigo, o garoto chamou o cão, não deu uma palavra, os dois se olharam, e o cão correu atrás do garoto. Aos meus olhos, mais pareciam duas crianças contentes do que um menino e um cão.

 Minha observação não ficou aí, aconteceu que parei do outro lado da rua e fiquei olhando eles irem embora, queria ter tirado uma foto. Assim que virei para seguir o meu percurso, dei de cara com uma mulher de cara amarrada com uma cachorrinha cheia de laçinhos rosas, até presilhas havia acredita? E foi aí que pensei que essas pessoas mau-humoradas, com seus cachorros cheios de "status", pedigree, não entendem o verdadeiro valor de você ter um cachorro, ou usufruir a companhia desse animalzinho tão incrível! Os seus cães não tornam eles mais felizes, afinal nunca vi um deles sequer sorrindo ou brincando com seus cães. Esses cachorros se tornaram um objeto, uma maquinha de fazer necessidades fisiológicas nas ruas...
 Que pena, se esses cachorrinhos fosse tratados como o que são, amigos, seus donos sentiriam como é ter um cachorro de verdade. 
 É incontestável que o menino que vi estava um milhão de vezes mais feliz que as pessoas antipáticas e amargas que levam seus cachorrinhos para passear de manhã naquele trecho que passo todos os dias.




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Foulks

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Foulks, sempre de bom humor esbanjando sorrisos. Sabe-se lá o motivo, mas ele tem paixão por morangos ao chocolate (não deveria ser queijo? enfim...)

Joe

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Joe, vai ao delírio por paçocas! É muito dorminhoco, mas seu pior crime é literalmente saquear os queijos da geladeira em plena madrugada.

Fly

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Fly, muito tímido, mas depois que faz amizade é para sempre. Acorda cedo, sempre com muita disposição, costuma dedicar-se a finco em suas atividades musicais.

Bob e Bilan

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Bob e Bilan, esses dois andam tão juntos que alguém acaba pensando que são gêmeos siamêses. Se dão muito bem, mas não passa um dia sequer que ambos não tenham uma discussão. Com o tamanho da amizade logo resolvem e fica tudo em paz.

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